Especial Fotografia, com Mundo dos Heróis. (Escrita por Cineston).
O dia 19 de agosto de 1839 foi marcado pela oficialização do daguerreótipo pelo Governo
Francês, este o qual era uma espécie de câmera que facilitava o processo de criação das
primeiras fotografias permanentes da história.
Desde a sua invenção até a contemporaneidade, a fotografia exerce diferentes papeis, de
momentos felizes a contar a nossa história. Portanto, em um dia especial como o de hoje,
estou aqui com @mundodosherois2023 para falarmos um pouco sobre algumas obras e
suas produções fotográficas.
➤Birdman:
Acompanha a história de Riggan Thomson, uma estrela de cinema que visa resgatar sua
carreira com uma produção da Broadway. Todavia, durante os ensaios, sua parceira de
cena se machuca, forçando-o a encontrar uma solução rápida.
Vencedor do Oscar de Melhor Fotografia em 2015, com direção fotográfica de Emmanuel
Lubezki, a obra foi pensada na intenção de parecer que foi gravada em apenas um take, o
que de fato não ocorreu. A maior dificuldade em realizar produções com esta característica
está relacionada a luz do ambiente, pois muitas cenas são gravadas com muito tempo de
diferença entre uma e outra. No entanto, para a nossa alegria tudo foi resolvido pelo
colorista, Steve Scott.
➤Blade Runner 2049:
K, um oficial do Departamento de Polícia de Los Angeles, descobre um segredo que pode
criar o caos. Ele sai em busca de um ex-blade runner que está desaparecido há mais de
três décadas.
Com direção fotográfica de Roger Deakins, vencedor do Oscar de Melhor Fotografia em
2018, o que de fato mais chama atenção no longa é sua tamanha complexidade envolvendo
as cores, luzes e espaço, tudo isto em um perfeito equilíbrio.
➤O Farol:
Em uma ilha, Ephraim Winslow chega como faroleiro e ajuda seu supervisor idoso com o
trabalho, Thomas Wake. Ao passar dos dias, Winslow é assombrado por estranhas e
misteriosas visões.
Jarin Blaschke responsável pela direção fotográfica, conduziu uma obra totalmente em
preto e branco, registrado em celuloide Double-X 5222 preto e branco de 35 mm. Devido à
escuridão da composição, tiveram de utilizar lâmpadas de halogênio de 500 a 800 watts, o
que não se é muito usado nas produções. Dá para perceber que pelo trabalho, este filme dá
um show em ângulos, luzes e iluminação!
➤Sangue Negro:
Daniel Plainview é um garimpeiro de petróleo que segue em uma busca incansável para se
tornar o magnata da área mais poderoso. Para atingir seu objetivo, chega a manipular e
usar seu próprio filho.
Fotografia vencedora do Oscar de 2008, o longa possui cenários que relembram o faroeste,
gravadas em plano aberto, onde a paisagem desempenha papel primordial para a trama.
➤1917:
Durante a Primeira Guerra Mundial, dois soldados britânicos, Schofield e Blake, recebem
ordens consideradas impossíveis. Em uma corrida contra o tempo, eles devem atravessar o
território inimigo para entregar mensagem que poderia potencialmente salvar 1,600
companheiros.
Vencedor do Oscar de Melhor Fotografia, Efeitos Visuais e Mixagem de som em 2020, com
direção fotográfica de Roger Deakins, a obra utiliza um jogo de câmera que faz parecer ser
um plano-sequência, mesclando o uso de CGI e uma detalhada edição. Uma das
curiosidades mais interessantes acerca dos bastidores, é o uso de guindastes para
manipulação das câmeras, semelhante às utilizadas em estádios.


